Vinhedo deve agir imediatamente na mitigação das mudanças climáticas
As mudanças climáticas já causam impactos no meio ambiente e, no futuro, podem provocar catástrofes com potencial para acabar com a vida como conhecemos. A partir do final do Século XVIII, com a Revolução Industrial, a produção fabril começou a crescer rapidamente. Posteriormente, o uso de automóveis e a queima de combustíveis fósseis, como carbono, gás e petróleo, impulsionaram o espessamento da camada de ozônio, retendo mais calor na Terra e causando um aquecimento acelerado em todo o planeta. Isso tem causado o derretimento de geleiras, tempestades intensas e secas mais frequentes.
Essa emergência tem chamado a atenção de cientistas, ativistas e administradores públicos no mundo inteiro. Grandes compromissos globais foram assumidos para conter o desastre em curso, como o Protocolo de Kyoto, o Acordo de Paris e a Agenda 2030 pelo Desenvolvimento Sustentável. E hoje, mais do que nunca, os municípios são convocados a também agirem em prol dessa causa, pois sua relevância para responder aos riscos das mudanças climáticas em diferentes escalas e níveis é evidente. No entanto, Vinhedo, marcada pelo uso do automóvel particular e com alta concentração de indústrias, carece de políticas orientadas para a mitigação das mudanças climáticas.
Para que nossa cidade responda às demandas do Século XXI, faz-se necessária uma profunda reorientação na administração pública municipal, permitindo que essa pauta seja internalizada sob a forma de políticas públicas. Além disso, às ações de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa, somam-se políticas de adaptação de nossa cidade para os efeitos dessas alterações no clima global. As enchentes causadas por chuvas torrenciais na Barra Funda e em outros bairros de Vinhedo, por exemplo, podem ser consequência das mudanças climáticas, demandando obras que evitem a perda de vidas humanas e danos materiais aos residentes das áreas diretamente afetadas.
Vale lembrar que essa agenda não é uma responsabilidade exclusiva da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo, mas trata-se de um esforço que demandará o envolvimento de outros setores, como Obras, Educação e Indústria, Comércio e Agricultura, também demandando a atenção da Câmara Municipal, por meio da promulgação de leis.
Vamos juntos!

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