Que tal uma Economia Ecológica para o "pós-coronacrise" em nosso município?

A Economia Ecológica desponta como uma contestação à pretensa possibilidade de crescimento econômico tendente ao infinito, que vigorou por todo o Século XX e ainda domina o discurso de muita gente. Crescer, crescer, crescer... Esse é o mantra repetido por administradores, economistas, políticos. Mas como a economia, os lucros e a produção podem aumentar de tamanho indefinidamente se o planeta no qual as relações econômicas estão inseridas possui recursos finitos?

Proponho um "pós-coronacrise" alicerçado em decisões que sejam tomadas com base em uma perspectiva ecológico-econômica, capaz de conferir dignidade às pessoas e a satisfação de suas necessidades, ao passo que os limites biofísicos do planeta são compreendidos e respeitados, contribuindo, assim, para o atingimento do desenvolvimento sustentável, uma exigência ainda mais urgente para os tempos que virão.

Tudo isso pode - e deve! - começar no âmbito local, ou seja, em nosso município, por meio de políticas públicas que coloquem o bem-estar humano e a manutenção da biosfera e os demais seres vivos em primeiro lugar. É possível fazer diferente, com boas e inovadoras ideias. E, como bússola para nos orientar nessa empreitada, temos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que compõem o núcleo da Agenda 2030 da ONU.

Vamos juntos?!

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